AS CRISES DE NICARÁGUA

 

AS CRISES POLÍTICAS E O PODER EM NICARÁGUA 

DANIEL ORTEGA
DANIEL ORTEGA

Entende-se como América Latina países que fazem parte da quase totalidade das Américas do Sul e Central. Apenas o México é considerado como parte da América Latina. São vinte países  que integram a América Latina: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Col|õmbia, Cuba, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Guatemala, México, Panamá, Nicarágua, Peru, Paraguai, Uruguai, Venezuela e República Dominicana. São vizinhos a Ásia, África, América Anglo-Saxônica, Antártida, Europa e Oceania.

A Nicarágua é um pequeno país da América Central. Tem uma história bastante complicada com grandes crises, muitas sangrentas, sacrificando sua população ao longo dos anos. O século XX chegou e estava no poder José Santos Zalaya, que governou o país de forma ditatorial entre 1893 e 1909 com punhos de ferro. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha provocaram a queda de Zalaya em 1907 e Nicarágua viveu graves momentos financeiros gerando, em 1912, uma revolução de graves proporções, sendo eleito para presidente Adolfo Dias que se submeteu aos norte-americanos que praticamente ocuparam o país de 1912 a 1926. Em 1925 país mergulhou numa guerra civil. Lutas políticas diversas foram travadas e em 1936, Anastacio Somoza Debayle é eleito presidente e governou o país durante vinte anos com fortes repressões populares até ser assassinado em 1956, mas o clã Somoza dominou o país de 1956 a 1979. A partir de 1971 a Constituição foi revogada com dissolução da Assembleia Nacional e Anastácio, o último da família, assumiu com poderes ilimitados. A família Somoza manteve-se no poder na Nicarágua por quarenta anos. O presidente foi obrigado a renunciar em 17 de julho de 1979, asilando-se nos Estados Unidos e depois Uruguai onde é assassinado em 1980. Em todo este período mais de trinta mil pessoas foram assassinadas, e  arrasando sistematicamente a economia do país. Assumiu o poder uma Junta de Reconstrução Nacional Provisória, criando-se tribunais de exceção para julgamento de ex-membros da Guarda Nacional e partidários de Somoza e criadas prisões fétidas e insalubres em todo o país.

A Junta dissolveu o Congresso e criou o Exército Popular Sandinista. O governo expropriou as terras de grandes latifundiários distribuindo-as aos camponeses. Os Estados Unidos interferem e deram apoio ao movimento guerrilheiro anti-sandinista com graves conflitos armados entre governo e oposição. Rompendo com os Estados Unidos o governo recebeu apoio de Cuba e a União Soviética e nova guerra civil explode no país. Em 1982 a Junta declarou ‘ estado de sítio’ no país, suspendendo todos os direitos pessoais dos cidadãos com milhares de desaparecidos com total controle da imprensa.  Vota-se em 1984 para eleger a Assembleia Constituinte e vence as eleições pela FSLN – Frente Sandinista de Libertação Nacional –   José  Daniel Ortega Saavedria, assumindo o governo em 1985.É criada uma policia secreta exercendo fortíssimas repressões sociais, políticas, educacionais, com inúmeros mortos e desaparecidos. Estima-se a morte de 45.000 a 50.000 os mortos civis nestes conflitos.   Os EUA declaram embargo total à Nicarágua e novas crises políticas e sociais brotam em todo o país. Em 1990 vence as eleições Violeta Barrios de Chamorro que mergulhou em grave recessão econômica e milhares de desempregados. Em 1987 mais de 3.700 presos políticos  apodreciam nas masmorras nicaraguenses.

Chega 1992 e chegam novos conflitos entre as forças do governo e os revoltosos de várias frentes. Nas eleições de 1996 é eleito o liberal Arnoldo Alemán que foi sucedido por Enrique Balanõs, também liberal e em 2006 reelege-se o sandinista Daniel Ortega como Presidente da República. Manipulando suas forças, Ortega consegue disputar um terceiro mandato, elegendo-se com ampla maioria( 70%) e repleta de protestos de suspeita de irregularidades. Em meio a manifestações de alta relevância exigindo a saída de Ortega do poder,e ele se nega a sair e reprime os protestos com força brutal e própria dos ditadores que no passado ajudou a derrubar.

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