MEMÓRIA MUNICIPAL 15/2016

 

NOSSOS SÍMBOLOS MUNICIPAIS

O BRASÃO DE ARMAS DO MUNICÍPIO DE TANABI 

BRASÃO DE TANABI -1Um povo, uma comunidade, um time, uma família possui seus símbolos, quer sejam bandeiras, estandartes ou brasões. Alguns atravessam o tempo e persistem por séculos, outros são alterados, substituídos ou recriados conforme a vontade do povo ou governantes. Quem rege todo este sistema é a  Heráldica Ciência vigente em todo o mundo. Não se cria uma bandeira ou mesmo um brasão ao bel querer. Há regras, e rígidas, cuja desobediência pode causar a perda do símbolo ou sua ineficácia.

Tanabi tem seus símbolos devidamente criados com esmero e cuidado. Foram instituídos por lei e representam a imagem, a voz e os sonhos de nosso povo sob todos os aspectos. Nossa Lei Orgânica Municipal ( nossa Constituição) define em seu artigo 2º, § 1º, nossa Bandeira, o Hino e o Brasão de Armas. Nossas cores oficiais são o azul ( de nosso Rio Jatai) o amarelo( nossas riquezas materiais e intelectuais) e o branco ( a paz por todos almejada) definidas pelo § 2º do mesmo artigo e fixadas, por minha iniciativa, como proposta na Lei Orgânica Municipal, cores estas que compõem nossa Bandeira.

Nosso Brasão de Armas, o mais antigo de nossos símbolos, foi criado pela Lei Municipal 174, sancionada e promulga em 17 de maio de 1954 pelo então vice-prefeito em exercício Dr. Venizeçlos Papacosta. O prefeito titular, Emilio Arroyo Hernandes estava de licença.

O desenho do brasão coube ao artista plástico Antonio do Nascimento Portela (de São José do Rio Preto) e proposto pelo Senhor João de Mello Macedo, conhecedores plenos das leis fixadas pela Heráldica. O desenhista do brasão foi homenageado pela Câmara Municipal com o título de Cidadão Tanabiense, por mim proposto como vereador.

Significados das partes do Brasão:

Coroa sobre o escudo: indica a soberania municipal. Esta parte lembra uma fortaleza com tijolinhos à vista. Tem três torres representando o nível de comarca. No escudo ( com fundo amarelo e linhas “texturizadas” e finas na vertical em  cor preta e que lembra os escudos usados nas batalhas medievais), estão cravados, em sua metade superior: a) o índio, lembrando a genealogia do fundador, cuja mãe era uma índia caiapó. Joaquim Chico era um mameluco( filho de índio com europeu);  b) a cidade antiga e a atual, lembrando o passado e o presente: c) a agricultura, nossa raiz básica, representada pelos ramos de café e algodão floridos: d) a pecuária, representada pelas pastagens e gado, fulcros da economia básica e na metade inferior: a Fé, representada pela cruz, símbolo cristão; f) o caduceu, (chapéu do deus Hermes) símbolo do comércio; g) a roda dentada, representando a indústria; h) a lira, representando as artes; i) o livro, representando a cultura e o conhecimento.

Atravessa, na vertical linha sinuosa cheia, separando a parte superior da inferior, em azul, representando o Rio Jatai.

Suportando o escudo há uma faixa em amarelo com letras em preto com a frase em latim: SEMPER FLUIR FLUMEN PAPILIONUM…que significa sempre corre( ou correrá) o rio das borboletas….

O Artigo 4º da Lei 174/54 determina que em todos os documentos oficiais da Prefeitura (o  Município como um todo – Prefeitura e Câmara )  tenham impressa e em destaque, na parte esquerda e canto superior, o Brasão de Armas do Município.

Todos os elementos do Brasão de Armas são representativos e seu todo enaltece o Município como uma peça única, indissolúvel, indivisível e como bem comum de todos aqueles que vivem em seu território.

Estes detalhes e outros estão inseridos em meu livro “ De Conceição do Jatahy a Tanabi ”( 2009), páginas 295 a 297, capítulo IX – Nossos Símbolos.

 

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