O RIO JATAI E SUA BREVE HISTÓRIA

100_1784O Rio Jataí faz parte da Bacia Hidrográfica da Fortaleza, uma das maiores de nosso Estado de São Paulo. O Município registra também a Bacia da Cachoeira dos Felícios, abrangendo as regiões do Espraiado, Guamirim, Ibiporanga e Córrego do Vau, numa extensão de 150 quilômetros quadrados.

Os seres humanos primitivos, inclusive nossos silvícolas, criaram suas comunidades próximas a rios e lagos, garantindo desta forma alimentação (peixes e vegetais aquáticos) e o fornecimento de água, base da vida.

Com o passar dos anos, estas comunidades cresceram a se tornaram em cidades que geraram sistemas de esgotamento de águas servidas e rejeitos sanitários, lançando estes resíduos nos rios próximos, poluindo-os com certos graus de severidade e gravidade, a ponto de extinguir, destes, a vida animal e até vegetal.

O Rio Jataí e o Córrego do Bacuri se encontram na altura da Avenida Brasil com Avenida Diego Carmona Garcia. Daí seguem num só leito e com o nome de Jataí até o Rio Preto, onde deságua. O Rio Preto deságua no Rio Turvo e este no Rio Grande, que por sua vez despeja suas águas no Oceano Atlântico.

Desde 1.952, quando foi criado o sistema de esgoto municipal, os rejeitos são lançados no Rio Jataí. Desde 1.972, com a criação dos loteamentos Santa Mônica, Boa Vista e Covizzi, o Bacuri começou a ser poluído, com forte acentuação quando da instalação do Frigorífico Avícola Tanabi na parte baixa da Rua Daniel da Cunha Moraes/ São Judas Tadeu. Hoje vários loteamentos novos também despejam seus produtos no Rio Jataí.

Na altura do Clube dos Tangarás, distante por volta de 600 metros da sede, existe uma nascente fluvial  denominada  Córrego da Angola, que conduz suas águas para a célebre “ Bica do Matadouro”, que por largos anos serviu para afastamento dos dejetos do matadouro municipal, fechado pelas autoridades sanitárias. Este córrego é um dos mais fortes afluentes do Rio jataí a suas águas são ainda usadas para abastecer o caminhão pipa dos bombeiros, do município e para a alegria de muitos que ainda se refrescam em suas águas.

Diante dos processos de controle da poluição do meio ambiente, os governos Federal e Estadual induziram processos para a criação de mecanismos objetivando a despoluição dos rios nas cidades, sejam capitais ou interior. Com este processo, o Ministério Público assumiu a defesa da Ecologia e do Meio Ambiente, exigindo dos prefeitos providencias saneadoras dos rios usados para o afastamento dos esgotos municipais.

Em Tanabi, o Ministério Público concedeu prazo de até quatro anos para a despoluição total dos rios Jataí e Bacuri através de um documento denominado Termo de Ajustamento de Conduta Municipal. A Administração Municipal já está com processos em andamento para a despoluição de nossos rios, com a instalação da Bacia de Tratamento, que ficará na altura do atual Sitio do Estado. O conjunto de medidas tem prazo fatal para acontecer e em não o fazendo, o município será multado com altos valores bem como punição para os responsáveis envolvidos no sistema (Prefeitos e Secretários Municipais).

Desta forma, o Poder Público tem o dever de restabelecer o equilíbrio ecológico dos rios e, por conseguinte do meio ambiente, fazendo com que a natureza possa agir com suas leis naturais e devolver aos homens do presente e do futuro a qualidade que a natureza apresentava no século passado.

Preservar o meio ambiente é agir, de forma consciente e cuidadosa, em favor da saúde, do bem estar e do equilíbrio da Natureza que, num só conjunto, resultará na melhor qualidade de vida dos homens e dos demais seres vivos.

A água é a garantia da vida no planeta. O ar é a fonte de vida animal e vegetal. Cabe a cada ser humano cuidar para que estes tesouros naturais continuem a ser patrimônio de todos e em favor de toda a comunidade humana.

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